As academias vendem planos que a maioria das pessoas usa abaixo do potencial, enquanto funcionários que querem flexibilidade não conseguem justificar um contrato com uma única academia. A Gympass (hoje Wellhub), fundada em 2012 em São Paulo, criou uma rede para conectar os dois lados.
O modelo: as empresas assinam, e seus funcionários recebem um passe que cobre mais de 50.000 academias e estúdios, além de aplicativos de bem-estar parceiros. As academias aderem para preencher vagas ociosas com custo de marketing zero — até 2024, a agregadora havia se tornado o padrão do mercado.
A pandemia quase matou o modelo quando as academias fecharam; a Gympass migrou para aulas online e bem-estar (meditação, terapia, nutrição), somando 1.000 clientes corporativos em 2020 para chegar a 3.000, e cresceu 10% ao mês a partir de março de 2021.
Uma rodada de US$ 220 milhões liderada pelo SoftBank em 2021 avaliou a empresa em US$ 2,2 bilhões; ela opera em 10 países, e o órgão antitruste brasileiro limitou os contratos de exclusividade em 2022 para que as academias possam estar em vários passes.
Deixe o empregador pagar pela flexibilidade
O empregador paga, então a sensibilidade a preço é corporativa, não individual.
As academias monetizam capacidade ociosa com CAC próximo de zero.
A flexibilidade supera um contrato fixo com uma academia para os funcionários modernos.
Os efeitos de rede tornam cada nova academia mais valiosa para cada assinante.
Se o seu produto tem capacidade ociosa e um comprador relutante, encontre um terceiro que se beneficie mais do seu uso do que o usuário paga por ele — o pagador e o usuário não precisam ser a mesma pessoa.
Renomeada Wellhub, comprou o Urban Sports Club da Alemanha em 2025 para aprofundar a cobertura europeia, combinando 34.500 clientes corporativos e 83.000 parceiros de bem-estar; concorrentes como a TotalPass agora copiam o modelo de agregação.
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As fontes
- Resposta da Smartfit ao Gympass, TotalPass dobra presença em 2023 e mira grandes clientes Exame · exame.com ·
- Gympass: um 'passe' de US$ 220 milhões para nova fase Exame Insight · exame.com ·