Tema, o principal porto de Gana, é a via marítima para os países sem litoral Burquina Fasso, Mali e Níger — 40, 24 e 21 por cento do seu comércio de trânsito em meados de 2008. Antes de 2006, os 818 quilómetros de Tema a Paga, na fronteira com Burquina Fasso, levavam mais de cinco dias. Só os contentores eram selados; os outros 85 por cento das remessas seguiam em comboios escoltados por agentes aduaneiros. Uma única avaria parava o comboio inteiro, os camiões e a documentação tinham de ser agregados nos postos fronteiriços, e as escoltas muitas vezes não conseguiam supervisionar a carga que acompanhavam.

A partir de 2006, a CEPS reconstruiu o sistema em torno de três substitutos baratos para a escolta. A selagem tornou-se deliberadamente de baixa tecnologia: fechaduras convencionais nos contentores e lonas presas com cintas de nylon a anéis metálicos para o resto — um sistema que a nota considera altamente fiável, escolhido com camionistas ganenses e dos países sem litoral. Em 2006, a State Insurance Company tornou-se a única fiadora, mas a taxa foi reprecificada de 0,5 por cento do valor da carga para 0,5 por cento dos direitos efetivamente em risco, pelo que a carga isenta de direitos passou a circular gratuitamente; a SIC recebeu dados aduaneiros em tempo real e as garantias foram liberadas prontamente.

Depois, o circuito em papel morreu. O módulo de trânsito do sistema aduaneiro GCNET — a mesma parceria público-privada que gere a janela única de mercadorias de Gana — entrou em funcionamento em Paga em 2006 e chegou a todos os postos fronteiriços até fevereiro de 2007, pelo que as garantias são liberadas à chegada. Os camiões que transportam sub-consignações partem quando o seu próprio veículo está pronto, não quando a declaração completa está concluída. A partir de setembro de 2007, transponders rastrearam os camiões de trânsito em tempo real, operados pela GCNET por uma taxa aproximadamente igual ao antigo custo da escolta, com câmaras na entrada, na saída e nos postos de controlo no interior.

No final de 2006, os tempos de trânsito caíram para 3,3 dias para camiões contentorizados e 3,4 para não contentorizados, e 2,3 para veículos; em 2008, três dias. A nota regista também o que Gana recusou: uma proposta para certificar apenas veículos que cumprissem normas de aptidão para circular e de qualidade foi rejeitada — teria provocado o setor dos transportes, e a região não tinha procedimentos de ensaio harmonizados. Autorizar um conjunto selecionado de proprietários fez o mesmo trabalho sem a contestação.

Confie no selo, na garantia e no sinal sonoro — não na escolta

O selo dissuade o desvio, a garantia compensa-o se ocorrer, e o rastreador localiza-o — pelo que a única função da escolta teve três substitutos mais baratos.

Cobrar 0,5 por cento dos direitos em risco em vez do valor da carga significou que a garantia precificava apenas o risco que o Estado realmente enfrentava, e a carga isenta de direitos circulou gratuitamente.

A liberação eletrónica das garantias eliminou o circuito em papel até Acra que mantinha as garantias retidas depois de as mercadorias já terem partido.

Permitir que as sub-consignações partissem quando cada camião estava pronto pôs fim às esperas de agregação na fronteira impostas pelo sistema de comboios.

A taxa de rastreamento igualou o antigo custo da escolta, pelo que os camionistas pagaram o mesmo por muito menos atraso — não foi preciso subornar ninguém.

Quando existe um controlo para detetar uma falha rara, não dimensione o pessoal para o pior cenário. Compre prevenção (um selo), compensação (uma garantia precificada pela exposição real) e deteção (um sinal mais rápido do que as mercadorias).

As reformas avançaram para norte. A prática de selagem de camiões em Burquina Fasso e no Mali começou a convergir com a de Gana, e em março de 2009 os fiadores de trânsito dos três países assinaram a 'cadeia de fiadores' de partilha de taxas, proposta pela primeira vez em 2006, para que um único pagamento no início da viagem fosse repartido entre os fiadores ao longo do percurso. Dois limites permaneceram em aberto: as garantias de Gana eram válidas apenas dentro de Gana, pelo que os operadores continuavam a comprar uma garantia separada para o país seguinte, e a convenção eletrónica de trânsito entre Gana, Mali e Burquina Fasso assinada em maio de 2006 aguardava ratificação pelo parlamento de Gana.

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As fontes

  1. Investment Climate in Practice no. 10 (Trade Logistics): Ghana Leads West Africa in Transit Reform World Bank, Investment Climate Advisory Services · documents.worldbank.org