Em 28 de agosto de 2014, o Departamento de Serviços Financeiros da Índia lançou o Pradhan Mantri Jan Dhan Yojana com uma meta de 10 milhões de contas no primeiro dia. Por meio de milhares de mutirões de cadastramento realizados pelos bancos públicos, cerca de 15 milhões foram abertas naquele dia. A premissa era dura: uma grande parcela dos domicílios indianos, especialmente os rurais, nunca tivera conta bancária e tomava empréstimos de agiotas. O PMJDY tratou a bancarização como um produto que precisava ser vendido aos próprios cidadãos — gratuito, com benefícios incluídos e levado até a porta de casa.

O desenho respondia a cada motivo que mantinha as pessoas de fora. A conta não exige saldo mínimo, então nunca pode punir um depositante pobre. Toda conta vem com um cartão de débito RuPay e ₹1 lakh de seguro contra acidentes; o primeiro-ministro acrescentou ₹30.000 de seguro de vida no dia do lançamento. Uma conta que funciona satisfatoriamente passa a ter direito a um cheque especial — crédito de um banco, não de um agiota, para muitos pela primeira vez na vida. Entre 23 e 29 de agosto de 2014, verificado pelo Guinness World Records, a campanha abriu 18.096.130 contas — o maior número já registrado em uma semana.

A conta também foi o primeiro movimento de um jogo mais longo. Combinada com os documentos de identidade Aadhaar e os números de celular, a "trindade JAM" (Jan Dhan–Aadhaar–Mobile) deu ao governo um canal para a Transferência Direta de Benefícios: subsídios fluindo diretamente para contas nominais em vez de passar por intermediários permeáveis a desvios. Até junho de 2018, o programa contava com mais de 318 milhões de contas e ₹792 bilhões depositados — saldos antes dormentes transformados na base de financiamento do maior canal de inclusão financeira do mundo.

Conta de saldo zero com cartão, cobertura e cheque especial incluídos

O saldo mínimo zero elimina o medo de tarifas e penalidades que mantinha os domicílios pobres fora dos bancos.

O cartão, o seguro e o cheque especial incluídos tornam a conta vantajosa para abrir no primeiro dia, e não em alguma data futura.

Os mutirões e os correspondentes bancários levaram o cadastramento às aldeias em vez de pedir aos moradores que fossem às agências.

Um prazo nacional de uma semana transformou uma política em campanha, com um recorde do Guinness como prova e como marketing.

Cada conta tornou-se o trilho de chegada das transferências diretas de benefícios, dando aos bancos um motivo de longo prazo para manter clientes de baixo valor.

Os não bancarizados não eram ignorantes — as contas tinham custos reais e nenhum retorno visível. Torne-as gratuitas, torne-as úteis desde o primeiro dia com um pacote de benefícios e transforme a adesão em uma campanha ruidosa e mensurável.

O crescimento continuou a se acumular: 294,8 milhões de contas até agosto de 2017, mais de 318 milhões com ₹792 bilhões até junho de 2018, e mais de 550 milhões em meados da década de 2020. Os pontos fracos apareceram cedo — até maio de 2016, apenas 1,9 milhão de domicílios haviam usado o cheque especial, e em março de 2018 o próprio governo afirmou que cerca de 20% das contas estavam dormentes. Mas os trilhos fizeram o que foram construídos para fazer: a análise de 2025 do Banco Mundial atribuiu ao pipeline JAM a saída de aproximadamente 171 milhões de indianos da pobreza extrema entre 2011 e 2023. Uma conta gratuita revelou-se menos um produto bancário do que infraestrutura nacional.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. PM 'Jan Dhan' Yojana launched; 1.5 crore bank accounts opened in a day The Economic Times · economictimes.indiatimes.com ·
  2. India makes financial world record as millions open new bank accounts Guinness World Records · guinnessworldrecords.com ·