A indústria indiana de BPO sofria com os altos custos de imóveis urbanos, a rotatividade e as despesas de recrutamento. A resposta óbvia era continuar atraindo graduados rurais para as cidades, mesmo que muitos não se mudassem.
A DesiCrew inverteu esse fluxo. A Wharton relatou que ela foi incubada em 2005 na Incubadora de Negócios de Tecnologia Rural do IIT Madras, separada comercialmente em fevereiro de 2007, e passou de uma ideia de franquia para centros investidos pela própria empresa depois que segurança, profissionalismo e infraestrutura se tornaram problemas.
O Economic Times relatou que, em aldeias próximas às cidades, o mesmo serviço podia custar 30-40% menos, e que a DesiCrew deixou de se apresentar principalmente como caridade rural. Ela conquistou negócios enfatizando baixo custo e qualidade, enquanto realizava trabalhos baseados em regras, como entrada de dados, digitalização de registros, dados de mapas e monitoramento de conteúdo.
Mover o trabalho, não o trabalhador
Ser dona dos centros resolveu a lacuna de credibilidade que impedia os clientes de confiar em quiosques soltos nas aldeias.
O trabalho sem voz se encaixava em lugares onde o sotaque do inglês e a largura de banda em tempo real eram menos críticos.
Os empregos locais reduziram o atrito da migração e melhoraram a retenção dos funcionários em trabalhos repetitivos.
Para descentralizar o trabalho do conhecimento, seja dono primeiro do sistema de qualidade; a geografia só é uma economia depois que o processo é crível.
Em 2010, a DesiCrew já havia se tornado um dos exemplos de referência para BPOs rurais, com planos de expandir o quadro de funcionários e os centros. A lição maior ainda é atual: o trabalho distribuído escala quando o padrão operacional viaja junto com o trabalho.
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As fontes
- It Takes a Village: The Rise of Rural BPO Knowledge at Wharton · knowledge.wharton.upenn.edu ·
- Rural BPOs looking good to become a phenomenon in Indian outsourcing story The Economic Times · economictimes.indiatimes.com