O perfil da MIT Technology Review de fevereiro de 2015 descreveu o Apple Pay, lançado no outono de 2014, como uma combinação de tecnologias familiares: NFC embutido no iPhone 6, dados de cartão tokenizados e Touch ID. O telefone não armazena números reais de cartão e nem mesmo o comerciante os vê; cada transação cria um código único utilizável apenas uma vez, e uma impressão digital aciona o pagamento, sem a necessidade de abrir um aplicativo como o Google Wallet ou o PayPal exigiam.

Os primeiros sinais foram fortes. A Whole Foods registrou quase 2% das vendas em loja por meio do Apple Pay até meados de janeiro, a McDonald's disse que ele representava metade de seus pagamentos móveis, e os pagamentos móveis da Walgreens dobraram. Um estudo constatou que 60% dos clientes o usaram em vários dias em novembro, três vezes mais frequentemente do que novos clientes do PayPal. Um executivo da Poynt disse que os pedidos de seu terminal dispararam. Bancos que representavam 90% dos pagamentos de consumidores nos EUA o apoiavam.

O momento importava: as redes de cartões estabeleceram um prazo de outubro de 2015 para que os comerciantes atualizassem para terminais de cartão com chip ou arcassem com os custos de fraude, e a maioria dos novos terminais já vem com NFC embutido.

Combinar NFC com um token mantido no dispositivo, um código de uso único por pagamento e uma impressão digital, de modo que o toque seja tanto mais rápido quanto mais seguro do que um cartão.

A Apple controla tanto o hardware quanto o software do iPhone, o que lhe dá mais do que o Google conseguia no Android.

Códigos de uso único significam que bancos de dados de comerciantes roubados não contêm nenhum número de cartão utilizável.

Um toque com impressão digital elimina PINs e assinaturas, acelerando o checkout.

O prazo iminente dos terminais com chip levou os comerciantes a comprar terminais compatíveis com NFC de qualquer forma.

Controlar hardware e software permite reunir tecnologias existentes em um único fluxo sem esforço; e o momento do lançamento pode aproveitar o ciclo de atualização dos terminais dos comerciantes.

A análise adverte que, em 2014, os pagamentos móveis presenciais nos EUA somavam US$ 3,7 bilhões contra US$ 4 trilhões em gastos no varejo, que apenas proprietários de iPhone 6 podiam usá-lo e que 98% das lojas nos EUA não tinham terminais adequados. Estimou que a taxa de 0,15% da Apple seria uma pequena fatia da receita, com o maior ganho no atrativo do iPhone. O autor afirma que nenhuma das tecnologias era nova; a contribuição da Apple foi a combinação.

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As fontes

  1. Apple Pay MIT Technology Review · technologyreview.com ·