Antes da máquina de escrever, a contratação de escriturários dependia de reputação e conexões: a "letra legível" de um escriturário e uma recomendação familiar abriam a porta da sala dos livros-caixa, um sistema que também havia mantido o ofício quase inteiramente masculino, já que essas redes passavam pelas escolas de homens e pelas firmas de homens.

A Remington e os fabricantes rivais começaram a promover concursos públicos de datilografia na década de 1880 para vender máquinas, com tempo cronometrado e julgamento diante de plateias e jornais, com uma pontuação numérica de palavras por minuto que qualquer espectador podia verificar — uma amostra real e testemunhada da exata habilidade que os novos empregos de escritório exigiam.

No concurso de Cincinnati de 1888, Frank McGurrin datilografou publicamente mais de 100 palavras por minuto usando datilografia por toque em um teclado QWERTY, vencendo um rival que usava o método de caça-e-bica diante de testemunhas; a pontuação registrada, e não a origem de McGurrin, foi o que as empresas e os fabricantes passaram então a usar para recrutar e anunciar datilógrafos.

Cronometrou publicamente um concurso de datilografia e publicou a pontuação, transformando a habilidade em um número verificável do qual qualquer empregador podia recrutar, contornando as conexões familiares.

Uma pontuação testemunhada é difícil de falsificar, por isso supera uma alegação familiar.

Os jornais divulgaram a pontuação, então os empregadores podiam contratar sem conhecer o vencedor.

O número media a exata habilidade de que o emprego precisava, não um substituto.

As mulheres, excluídas das antigas redes, podiam competir apenas pela velocidade.

Quando um ofício contrata por conexões, um teste de desempenho público, testemunhado e numérico pode permitir a entrada de pessoas de fora.

Por volta de 1900, as mulheres, quase excluídas do trabalho de escritório duas décadas antes, eram três quartos dos 100.000 datilógrafos do país, contratadas pela velocidade. O teste de datilografia tornou-se um elemento permanente da contratação de escriturários no século seguinte, e o concurso público que o estabeleceu é creditado como uma das primeiras vezes em que uma ocupação inteira de colarinho branco se abriu para quem conseguisse passar em um teste de desempenho mensurável, em vez de quem tivesse as conexões certas.

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As fontes

  1. Woman's Place is at the Typewriter: Office Work and Office Workers 1870-1930 Temple University Press / North Broad Press · temple.manifoldapp.org
  2. Women and the Typewriter type-writer.org · type-writer.org