Bethany Lambeth, professora de matemática na Martin Middle School, na Carolina do Norte, enfrentava um problema de sala de aula bem conhecido: seus alunos de 11 a 14 anos não conseguiam ficar parados. "Eles começam a ficar inquietos e a tamborilar nas carteiras, e os pés não param", disse ela à BBC. "Não fazem isso por desafio — é só a necessidade de se movimentar."
Inspirada por um artigo sobre alunos do ensino fundamental pedalando sob as carteiras numa aula de leitura, ela instalou pedais de bicicleta sob as carteiras dos alunos — sem explicar para que serviam. A montagem foi pensada para ser de baixa pressão: dez pedais para catorze carteiras, de modo que ninguém era obrigado a usar um, todos silenciosos, cada um com tensão ajustável para que as crianças com mais energia pudessem aumentar a resistência.
Em uma semana, os alunos começaram a dizer que conseguiam se concentrar melhor; Lambeth afirma que eles se lembravam mais do que ela ensinava, participavam mais, entendiam mais e se saíam melhor nas provas, com notas que "melhoraram de forma demonstrada" desde a introdução em abril. Outros professores que compartilhavam a sala e os pais relataram o mesmo, e a escola — cujo subsídio do distrito pagou o custo de US$ 180 por pedal — passou a comprar mais pedais e a ampliar o programa, com interesse também da equipe de apoio comportamental.
Não reprima a inquietação, canalize-a: pedais de bicicleta silenciosos sob as carteiras dão uma função à energia, e a atenção — e depois as notas — vem em seguida.
Trata a inquietação como energia a ser canalizada, e não como mau comportamento a ser punido — a intervenção nunca pede que as crianças mudem.
O caráter opcional e o silêncio fizeram com que os pedais nunca atrapalhassem a aula, de modo que o único efeito possível era positivo.
O custo é trivial e mensurável (US$ 180 por pedal, financiado por subsídio) diante de um efeito alegado sobre as notas nas provas.
Um comportamento que não se consegue eliminar ainda pode ser redirecionado: dê à inquietação uma válvula de escape que não custe nada à aula, e a mudança se paga por si mesma.
Em setembro de 2016, a escola esperava comprar mais pedais e ampliar o programa, e a equipe de apoio comportamental estava explorando a abordagem. As melhorias citadas são o relato da própria professora, corroborado por colegas e pais na reportagem da BBC; nenhum estudo formal é mencionado.
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As fontes
- Pedal power boosts N Carolina pupils' performance BBC News · bbc.com ·