Em outubro de 2020, cientistas do CSIR-Institute of Genomics and Integrative Biology (IGIB), em Delhi, apresentaram o Feluda, um teste de Covid-19 em papel batizado em homenagem a um detetive fictício indiano. Ele usava edição genética por CRISPR para detectar o vírus e seria fabricado pela Tata — potencialmente o primeiro teste de Covid-19 em papel do mundo a chegar ao mercado. O kit devolvia resultados em menos de uma hora por cerca de 500 rúpias (US$ 6,75), contra testes de PCR que custavam até 2.400 rúpias.
Aplicado em amostras de cerca de 2.000 pacientes, incluindo positivos conhecidos, apresentou 96% de sensibilidade e 98% de especificidade — o perfil de precisão da PCR, o padrão-ouro — e o regulador de medicamentos da Índia o liberou para uso comercial. O principal assessor científico K. Vijay Raghavan o chamou de 'um teste simples, preciso, confiável, escalável e frugal'; o diretor do IGIB, Anurag Agarwal, disse que ele tinha 'a confiabilidade do teste de PCR, é mais rápido e pode ser feito em laboratórios menores que não dispõem de máquinas sofisticadas'.
O segredo era a precisão: a edição genética funciona como o cursor de um processador de texto, capaz de remover ou adicionar uma única letra do genoma, de modo que, como diagnóstico, o complexo CRISPR se prende às letras do gene que carregam a assinatura do coronavírus, as destaca e produz uma leitura em papel. Pesquisadores e especialistas em saúde global esperavam que ele substituísse os testes rápidos de antígeno, que eram mais baratos que a PCR, mas geravam mais falsos negativos; um pesquisador de Harvard o chamou de 'um passo importante' para tornar os testes amplamente disponíveis.
Usar a precisão de corte de genes do CRISPR como diagnóstico: se a assinatura genética viral estiver presente, ela aparece como linhas em uma tira de papel.
A PCR exigia laboratórios credenciados e custava até 2.400 rúpias, enquanto os testes de antígeno baratos deixavam casos passar — a Índia precisava de precisão de nível PCR em escala.
A precisão de uma única letra do CRISPR transformou a etapa de detecção em uma leitura em papel, eliminando a necessidade de máquinas sofisticadas.
A fabricação pela Tata deu a uma invenção de laboratório governamental um caminho para escala nacional.
A frugalidade é um alvo de projeto, não um compromisso: reduza a precisão de nível PCR a papel e você poderá testar onde as máquinas não estão.
O regulador de medicamentos da Índia liberou o teste Feluda para uso comercial, com a Tata prevista para fabricá-lo; pesquisadores esperavam que ele substituísse testes de antígeno menos precisos em laboratórios menores.
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As fontes
- India's new paper Covid-19 test could be a 'game changer' BBC News · bbc.com ·