Os aluguéis em São Francisco haviam expulsado artistas e galerias de espaços que alguns alugavam havia décadas, e Deborah Rappaport afirmou que a região da Baía corria "real e sério risco de perder grande parte de seu capital cultural". Ela e o marido, o capitalista de risco Andy Rappaport, são filantropos, mas não queriam resolver o problema com doações.

O veículo deles foi um negócio autossustentável: o Minnesota Street Project, construído em antigos galpões no bairro de Dogpatch. Como colecionadores eles próprios, perceberam que poderiam vender a outros colecionadores um programa de armazenamento e serviços personalizado e de alto padrão — e usar todo o lucro dessa "linha de luxo" para manter baixos os aluguéis da "linha com desconto": 32 artistas permanentes, dezenas de artistas visitantes, 10 galerias de arte e uma organização sem fins lucrativos de educação artística.

Duas escolhas mais discretas reduziram ainda mais a base de custos. Os prédios ficavam em uma área zoneada para indústria leve, de modo que os negócios de arte se qualificavam, enquanto as conversões para apartamentos e escritórios em geral não — ou seja, o projeto não competia com compradores que queriam reclassificar os espaços para uso residencial ou de escritório. E, como os artistas podiam compartilhar uma oficina de madeira, um forno, um laboratório de impressão, um espaço para esticar telas, cozinhas, banheiros e uma sala de embalagem e envio, os próprios estúdios podiam ser menores.

O complexo tinha previsão de inauguração em junho de 2016, e as empresas podiam alugar estúdios para colocar um funcionário entre os artistas — com a Adobe como primeira locatária corporativa.

Administrar a linha de luxo e a linha com desconto como um único negócio: os serviços para colecionadores financiam estúdios baratos para artistas, sem necessidade de doações.

Os colecionadores pagam generosamente por armazenamento e serviços personalizados, e os fundadores são eles próprios colecionadores, de modo que a oferta de luxo é crível para seus clientes.

O subsídio vem dos lucros, não de doações, então dura enquanto o negócio durar, em vez de depender de contribuições contínuas.

O zoneamento de indústria leve afastou os licitantes com maior poder financeiro — incorporadores de habitação e de escritórios — dos galpões que o projeto queria.

Compartilhar equipamentos caros e raramente usados significa que cada estúdio precisa de menos área útil, o que reduz ainda mais o aluguel que os artistas precisam cobrir.

Onde a filantropia trava uma guerra de custos que não consegue vencer, venda um serviço premium aos clientes ricos da mesma comunidade e faça subsídio cruzado — "esta é a nossa linha de luxo, e ela sustenta a linha com desconto".

O complexo foi inaugurado em junho de 2016, abrigando 32 artistas permanentes, dezenas de artistas visitantes, 10 galerias e uma organização sem fins lucrativos de educação artística, com a Adobe contratada como primeira locatária corporativa. Se os lucros do armazenamento para colecionadores sustentariam os aluguéis dos artistas no longo prazo ainda não estava comprovado na inauguração; o artigo não apresentou números posteriores.

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As fontes

  1. This Clever New Business Makes Art Studios Affordable In San Francisco Fast Company · fastcompany.com ·