Em uma entrevista à Slate que marca o 50º aniversário do jogo, o cocriador Don Rawitsch conta como The Oregon Trail começou como pedagogia, não como produto: um experimento de estágio docente em 1971 na Jordan Junior High, em Minneapolis, criado com os colegas de quarto Bill Heinemann e Paul Dillenberger em um teletipo guardado no armário de limpeza da escola. Quando o semestre terminou, os três imprimiram o código-fonte e apagaram o jogo do mainframe do distrito escolar — a impressão passou então três anos em uma gaveta de mesa.

O renascimento veio por meio de uma instituição pública. Contratado pela MECC, o Minnesota Educational Computing Consortium, em outubro de 1974, Rawitsch passou um fim de semana de Ação de Graças doente conectando um teletipo portátil ao telefone da cozinha e digitando o código de volta, linha por linha, para a biblioteca de compartilhamento da MECC — um acervo em que a equipe avaliava envios e distribuía programas úteis às escolas de todo o Minnesota usando o mainframe educacional do estado. O jogo se tornou extremamente popular ali, ele recorda, a preço zero para qualquer escola.

A segunda decisão reforçou a primeira. Em 1978, Rawitsch publicou o código-fonte completo do jogo na revista nacional Creative Computing — impensável quando surgiu um mercado de software, mas, como ele diz, até aquela época ninguém percebia que um estava por vir, e os professores eram incentivados a escrever e publicar. Ao entregar o jogo à rede duas vezes, seus criadores o tornaram a experiência padrão das salas de aula americanas — a Slate observa que ele chegou a vender mais de 65 milhões de cópias, um dos jogos mais vendidos de todos os tempos — enquanto nenhum dos três ganhou dinheiro com isso.

Sem um mercado de software para vender, entregue o jogo à rede: digite-o na biblioteca de compartilhamento da MECC e depois publique o código-fonte completo em uma revista.

A distribuição era o recurso escasso na computação de 1974, e a biblioteca de compartilhamento da MECC era o canal mais amplo para as salas de aula — os criadores otimizaram para o alcance quando o instinto dizia propriedade.

Publicar o código-fonte em 1978 transformou cada professor entusiasta em um departamento de portabilidade, levando o jogo a máquinas que a MECC nunca tocou.

Ser gratuito e estar em toda parte fez de The Oregon Trail uma presença fixa no currículo; quando a venda começou, a marca já era a própria categoria.

Quando o mercado ainda não existe, a ubiquidade é o ativo. Entregue o trabalho à rede que já tem o público, e o valor volta como status padrão que nenhum orçamento de marketing poderia comprar.

Rawitsch trabalhou na MECC por quase 20 anos e diz que os três criadores nunca ganharam com o jogo — 'éramos professores'. A franquia mais tarde se tornou um item comercial básico da computação escolar, e a versão mais recente consultou três historiadores indígenas para reformular a expansão para o oeste, estendendo a ideia de plataforma como plano de aula com uma história melhor.

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As fontes

  1. Oregon Trail game history: An interview with the inventor, Don Rawitsch Slate · slate.com ·