O economista Roland Fryer conduziu uma série de experimentos de incentivos pagos em escolas públicas de Chicago, Nova York, Dallas e Washington, D.C. — US$ 6,3 milhões pagos a 38.000 alunos em 261 escolas, abrangendo do segundo ao nono ano. O Planet Money, da NPR, relatou os resultados em fevereiro de 2011.

A principal constatação inverte uma ideia econômica básica: deve-se pagar pelo produto (notas) e deixar que os trabalhadores descubram os melhores insumos. Dinheiro direto por boas notas não funcionou. Mas pagar por insumos — fazer o dever de casa, frequentar as aulas, ler livros — pareceu elevar o desempenho em vários casos.

A explicação é a principal teoria oferecida no artigo de Fryer: os alunos "não compreendem a função de produção educacional e, portanto, não têm o conhecimento necessário para traduzir seu entusiasmo pela estrutura de incentivos em produto mensurável". O pagamento por insumos dissolve esse problema — um leitor remunerado "simplesmente precisava saber ler... ou ficar sentado quieto tempo suficiente para receber seu incentivo de curto prazo". Pagar alunos do segundo ano para ler livros mostrou-se particularmente promissor: elevou a compreensão de leitura em relação aos colegas não remunerados, e a melhora persistiu um ano após o fim dos pagamentos.

Os alunos não sabem como o esforço se traduz em notas, então pague pelo insumo que se pode ver — ler um livro, comparecer às aulas —, não pelo produto que eles ainda não conseguem controlar.

O desenho isola o mecanismo: mesmas crianças, mesmas escolas, mesmo dinheiro — apenas o alvo do pagamento (insumo versus produto) muda, e somente o pagamento por insumos altera os resultados.

Isso explica toda uma classe de programas de incentivo fracassados: pagar por resultados pressupõe que o beneficiário já conhece a receita causal.

A persistência dos ganhos em leitura após o fim dos pagamentos mostra que o pagamento por insumos pode instaurar um hábito em vez de apenas alugá-lo.

Pague por produtos somente quando as pessoas já sabem como suas ações os produzem; quando não sabem, pague pelas próprias ações.

Os estudos — o artigo de Fryer está vinculado na reportagem da NPR — tornaram-se a citação padrão para explicar por que os incentivos educacionais devem visar aos insumos; pagar alunos do segundo ano para ler permaneceu a variante mais promissora relatada.

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As fontes

  1. Should We Pay Kids To Study? NPR Planet Money · npr.org ·