A Custom Research Inc., empresa de pesquisa de marketing de Minneapolis comandada pelos sócios Judith Corson e Jeffrey Pope, atendia 138 clientes em 1988 com cerca de cem pessoas. Numa firma de serviços profissionais com esse perfil, o modelo é uma esteira rolante: cada cliente pequeno carrega custo de implantação — aprender o negócio dele, cortejar, elaborar propostas — que nunca se amortiza, e as melhores pessoas da firma ficam dispersas em projetos pontuais em vez de acumular conhecimento dentro de poucos relacionamentos. Crescer significa mais clientes, mais dispersão, mais contratações; a margem nunca melhora.

A resposta padrão do setor era vender mais. O comitê diretivo da CRI concluiu o oposto: seu ativo escasso não eram leads, mas atenção, e o movimento deliberadamente impopular foi parar de atender a maioria das pessoas dispostas a pagá-los.

A partir de 1988, a CRI concentrou-se em clientes de alto volume e recorrentes e deixou os demais partirem — o quadro caiu de 138 clientes para 67 até 1995, enquanto o número de grandes contas subiu de 25 para 34. A capacidade liberada foi investida em profundidade nos clientes remanescentes: equipes organizadas em torno de cada cliente, requisitos destilados em quatro essenciais mensuráveis (preciso, no prazo, no orçamento, atende às expectativas), pesquisas de satisfação ao final de cada projeto em todos os trabalhos e uma garantia incondicional.

Reduziu os clientes de 138 para 67, reinvestindo a capacidade liberada em profundidade nos clientes remanescentes por meio de equipes dedicadas e pesquisas de satisfação, dobrando a receita sem novas contratações.

Cada cliente carrega custos fixos, de modo que reduzir o quadro pela metade devolve capacidade a custo financeiro zero.

Reinvestir a capacidade liberada aprofunda o conhecimento, conquistando projetos maiores dos mesmos compradores.

A concentração torna a qualidade mensurável (quatro essenciais por projeto, pesquisados a cada vez).

Os clientes remanescentes sentem a atenção, fortalecendo a lealdade e os negócios recorrentes.

Em qualquer negócio de serviços, classifique os clientes pelo potencial de profundidade, mantenha o terço que pode crescer e deixe os demais partirem; a capacidade liberada transforma as contas restantes em grandes contas.

Clientes 138 → 67, grandes contas 25 → 34, receitas dobradas com quadro de pessoal inalterado (NIST, perfil do Baldrige de 1996); receita de US$ 21 milhões colocou a CRI entre as 40 maiores do setor. Tornou-se um caso de referência para a estratégia de foco em serviços profissionais — a instância documentada de 'demita seus clientes pequenos' efetivamente levada até o fim e auditada por um programa nacional de qualidade.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. Baldrige Award Recipient profile: Custom Research Inc. (1996) NIST / Baldrige Program · nist.gov
  2. 1996 Baldrige Award Winners Quality Digest · qualitydigest.com
  3. Choose or Lose — how CRI grew by cutting its customer base in half Inc. · inc.com