A Vox noticiou em fevereiro de 2020 que o plano de saúde dos funcionários do governo de Utah decidira, dois anos antes, conter os custos com medicamentos pagando aos trabalhadores para viajarem ao Canadá ou ao México em busca dos mesmos remédios. Pacientes que tomam um ou mais de 13 medicamentos especializados podem ir a Vancouver ou Tijuana, pagar apenas suas coparticipações habituais e ter passagem aérea, transporte e hospedagem pagos, além de US$ 500 em dinheiro. O plano trabalha com uma farmácia sediada no México, a Provide Rx, que organiza as compras e a viagem, com os pacientes recebidos no aeroporto de San Diego e levados de carro através da fronteira.
A adesão foi baixa. O plano já cobria a viagem para procedimentos no mesmo hospital de Tijuana sem nenhum interessado; os US$ 500 pareceram fazer a diferença. Apenas 10 pacientes haviam ido, economizando US$ 225.000, e não o US$ 1 milhão esperado, segundo o Salt Lake Tribune, citado pela Vox. Ainda assim, a economia cobre a passagem aérea mais o bônus e poderia ser usada para reduzir os prêmios.
Uma pesquisadora de políticas de saúde disse que era o único caso de que tinha conhecimento em que essa compra transfronteiriça era parte sancionada do sistema de seguro dos EUA.
Pagar a viagem do paciente e um bônus em dinheiro de US$ 500 para comprar o mesmo medicamento no exterior, porque a diferença de preço é maior que o custo do voo.
Os preços dos medicamentos nos EUA são muito mais altos que os do México e do Canadá, então há margem para pagar a viagem e ainda economizar.
Os pacientes pagam apenas sua coparticipação habitual, então não há custo para eles.
Um bônus em dinheiro de US$ 500 deu aos pacientes um motivo para enfrentar o esforço, já que a viagem gratuita sozinha não havia bastado.
Uma farmácia parceira cuida das compras, da viagem e do acompanhamento, reduzindo o transtorno.
Um incentivo em dinheiro pode destravar uma economia que um benefício gratuito não conseguiu; a oferta anterior de custear a viagem não atraiu nenhum interessado.
A Vox considera que não é um modelo sustentável para conter custos e aponta preocupações quanto a garantir que os medicamentos comprados no México sejam seguros, e quanto ao risco de viagem para pacientes que usam remédios como o Enbrel, que aumentam o risco de infecção. Os números de US$ 225.000 e de 10 pacientes vêm da reportagem do Salt Lake Tribune, conforme repassada pela Vox.
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As fontes
- Why Utah is sending workers to Mexico to buy medicine Vox · vox.com ·