Desde 1997, Santa Fe, no Novo México, cobra das residências US$ 6,06 por mil galões pelos primeiros 7.000 galões, e depois US$ 21,72 por cada mil galões excedentes — uma das tarifas de água mais íngremes dos Estados Unidos. A organização sem fins lucrativos Circle of Blue calculou as tarifas da cidade como as mais caras do país: uma família de quatro pessoas que usa 100 galões por pessoa por dia paga US$ 154, aproximadamente o dobro de Los Angeles e o triplo de Tucson.
Os resultados: o consumo médio caiu de cerca de 162 galões por pessoa por dia em 1997 para cerca de 96 — uma redução de mais de 20% por pessoa — enquanto a população da cidade cresceu mais de 10%. O prefeito Javier Gonzales combinou a tarifa com padrões de vasos sanitários de baixo consumo e descontos para máquinas de lavar eficientes, e observou que as famílias de baixa e média renda da cidade estavam entre as que mais economizavam, mantendo suas contas mensais baixas sob essa estrutura.
Cobrar barato pelos primeiros 7.000 galões e US$ 21,72 por mil galões por tudo o que exceder — tornando caro o galão marginal, e não o básico.
A primeira faixa cobre o uso essencial a baixo custo, de modo que o ônus real recai sobre a água discricionária — gramados, piscinas, banhos longos.
A tarifa marginal de US$ 21,72 tornou economicamente racional cada melhoria de eficiência, somando-se aos programas de descontos.
A precificação correspondeu à escassez que a cidade podia ver: uma comunidade desértica observando as temperaturas subirem e as florestas secarem.
Quando um recurso é limitado, precifique a margem, não a média. A estrutura correta faz da contenção a escolha barata justamente para as famílias que se deseja influenciar.
Santa Fe manteve as tarifas de água mais altas do país ao lado da queda do consumo per capita, tornando-se uma referência padrão para a precificação da água pelo lado da demanda em uma cidade árida que continuou crescendo.
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As fontes
- Santa Fe Cuts Water Consumption By Imposing Tiered Pricing Model NPR · npr.org ·