Antes de a pandemia forçar seus funcionários a trabalhar em casa, o Google testou uma intervenção simples em uma de suas cafeterias: tigelas dispostas com cerca de 2,5 centímetros a menos de profundidade. "Isso, de forma inconsciente, levou as pessoas a pegar um pouco menos de comida — 30 a 50% menos — e isso, na sequência, resultou em 30-70% menos desperdício", disse Emily Ma, chefe do programa Food for Good do Google, à Fast Company em março de 2022.
A mudança nas tigelas faz parte de um conjunto mais amplo de estímulos comportamentais: placas lembrando os funcionários de pegar apenas o que precisam — e de que sempre podem voltar para pegar mais —, conchas menores e refeições empratadas em que a equipe da cafeteria controla as porções, mas que não é viável em todos os lugares. Nos bastidores, as cozinhas monitoram tudo o que é descartado para ajustar pedidos e preparo, e os chefs treinam habilidades com faca que geram menos desperdício; o preparo por componentes mantém o frango separado do curry e das ervas, para que as sobras possam ser transformadas em algo novo no dia seguinte.
O programa se estende por toda a cadeia de suprimentos: as receitas usam ingredientes que normalmente seriam descartados (salada de repolho feita com talos de brócolis descascados), os chefs buscam insumos de reaproveitamento, como farinha feita de cascas de café, e, na Índia, projetos-piloto devolvem restos aos agricultores para compostagem, enquanto restos não comestíveis alimentam moscas-soldado-negras que se tornam ração para galinhas cujos ovos o Google compra de volta. O desperdício de alimentos é responsável por cerca de 8% da pegada de carbono mundial, observa a empresa.
Não peça às pessoas que desperdicem menos — diminua o recipiente. Tigelas cerca de 2,5 centímetros menos fundas reduziram a comida pega em 30-50% e o desperdício em 30-70% sem que ninguém percebesse.
O estímulo não custa nada e não encontra resistência — os frequentadores nunca percebem a tigela, então não há nada a que se opor.
Ele intervém onde o tamanho da porção é de fato decidido: no recipiente de servir, não na raspagem do prato.
Os números são autodeclarados pelo Google, mas são específicos e consistentes com pesquisas sobre tamanho de porção.
A alavanca mais barata sobre o comportamento é a geometria do padrão. Mude o recipiente, não a pessoa — isso escala de uma cafeteria para um programa global porque não há nada a cumprir.
Com a reabertura dos escritórios em abril de 2022, o Google planejava retomar os esforços para uma leva de novos funcionários que nunca haviam estado no local; Ma diz que 20 frentes de trabalho diferentes estão sendo testadas ou ampliadas em várias regiões como parte da meta de aterro zero até 2025.
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As fontes
- Google says it's reduced food waste just by using different bowls Fast Company · fastcompany.com ·