A economia tcheca enfrentava o risco de deflação com sua taxa de política monetária já no limite inferior. O instrumental convencional do banco central estava esgotado, de modo que era necessário encontrar uma forma de afrouxar as condições sem cortar ainda mais as taxas.
Em 7 de novembro de 2013, o Conselho do Banco optou pela própria coroa. Anunciou que manteria a taxa de câmbio próxima de CZK 27 por euro, vendendo coroas e comprando euros, intervindo conforme necessário e tratando esse nível como um compromisso de longo prazo. O governador Miroslav Singer enfatizou que o banco não estava limitado por suas reservas.
O mercado acreditou no anúncio imediatamente, de modo que as intervenções efetivas se concentraram nos primeiros dias. A desvalorização elevou os preços dos importados, sustentou a demanda por bens domésticos e o fez a um custo negligenciável, porque o banco criava coroas enquanto as taxas de política estavam em zero.
Usar a taxa de câmbio como a última alavanca de afrouxamento
A taxa de política já estava em zero, de modo que novos cortes eram impossíveis
Uma moeda fraca importa inflação, que é justamente o que uma economia ameaçada pela deflação precisa
Anunciar um compromisso ilimitado impediu que o mercado testasse o banco
Intervenções com taxas em zero custaram quase nada ao banco para serem mantidas
Quando as taxas de juros não podem cair mais, uma pequena economia aberta ainda pode afrouxar comprometendo-se com uma moeda fraca, desde que suas reservas possam sustentar a promessa.
O piso vigorou por cerca de três anos e meio. A inflação retornou em direção à meta e, uma vez atingido esse objetivo, o CNB permitiu que a coroa voltasse a se fortalecer e abandonou o compromisso, encerrando o episódio sem uma crise cambial.
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As fontes
- The CNB buys foreign exchange worth about CZK 200 billion Czech National Bank · cnb.cz ·
- Czech c-bank holds rates close to zero, launches FX interventions IntelliNews · intellinews.com ·