A Liga Alemã de Basquete (Beko BBL) programa 18 equipes da primeira divisão, cujos jogos ocorrem majoritariamente em arenas multiuso compartilhadas com outros eventos.
As tabelas espelhadas clássicas, que repetem no segundo turno os confrontos do primeiro, não conseguiam respeitar a disponibilidade das arenas, de modo que jogos eram adiados, ingressos ficavam sem venda e a classificação se tornava desequilibrada.
O pesquisador Stephan Westphal, da Universidade de Göttingen, construiu modelos de otimização que tratam da disponibilidade das arenas, minimizam sequências de jogos em casa ou fora, alocam jogos de destaque aos horários de TV, criam um dia de clássicos e atendem a pedidos das equipes.
Ele provou à BBL que tabelas espelhadas não conseguem satisfazer seus requisitos; a liga usou seu software para gerar a temporada 2011–2012 e adotou tabelas não espelhadas pela primeira vez.
Tabelas não espelhadas liberam as restrições das arenas
A otimização respeitou reservas de arenas que as tabelas clássicas ignoravam.
Provar que o formato antigo era impossível tornou a mudança fácil de justificar.
Horários de TV e dias de clássicos transformaram a tabela em uma ferramenta de receita.
A abordagem se generalizou para outras ligas com as mesmas restrições.
O padrão de programação padrão de uma liga pode ser o problema: prove matematicamente que o formato vigente é incapaz e o formato aprimorado será adotado.
O software de programação foi aplicado à temporada 2011–2012 da BBL, e o trabalho ganhou o Prêmio Daniel H. Wagner de 2013 por Excelência em Prática de Pesquisa Operacional, concedido na Reunião Anual do INFORMS; o artigo foi publicado na Interfaces (2014).
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS
As fontes
- Scheduling the German Basketball League Interfaces (via IDEAS/RePEc) · ideas.repec.org
- Scheduling the German Basketball League (Wagner Prize presentation) Semantic Scholar (University of Göttingen) · pdfs.semanticscholar.org
- 2013 Wagner Competition Videos INFORMS Video Library · orsc.informs.org