Em 21 de maio de 2015, a pesquisadora Monica Chew anunciou que seu artigo com Georgios Kontaxis havia ganhado o prêmio de melhor artigo no workshop Web 2.0 Security and Privacy. Ao refazer a avaliação de desempenho nos principais sites de notícias com a Proteção contra Rastreamento do Firefox ativada, eles mediram o tempo de carregamento das páginas 44% menor — ainda maior do que na palestra que deram no Air Mozilla em agosto de 2014 — porque os sites de notícias são densos em conteúdo de terceiros incorporado.
Chew acrescentou uma correção enfática ao post: vários relatos haviam descrito o artigo como sendo sobre bloqueio de cookies, mas a Proteção contra Rastreamento bloqueia todo o tráfego para domínios de rastreamento, não apenas cookies. Essa escolha de design é o motivo pelo qual o ganho de velocidade foi tão grande: um bloqueador apenas de cookies deixaria as requisições, a largura de banda e o custo de carregamento no lugar.
Ela chamou o artigo de último artefato de seu trabalho na Mozilla, tendo deixado a empresa no início de abril de 2015, e o usou para argumentar que as práticas publicitárias atuais estão em conflito direto com segurança, privacidade, estabilidade e desempenho. A publicidade, escreveu ela, não torna o conteúdo gratuito; ela externaliza os custos, e é isso que incentiva resultados como malware de injeção de anúncios em aproximadamente uma em cada vinte máquinas e sites que precisam de plugins inseguros e do dobro dos recursos para carregar.
O anúncio atraiu 491 pontos e 288 comentários no Hacker News em 23 de maio de 2015. O debate girou em torno de se bloquear rastreadores ajuda os usuários ou esfomeia a web financiada por anúncios; comentaristas observaram que a própria Mozilla usava o Google Analytics, e um funcionário da Mozilla respondeu que ativar a Proteção contra Rastreamento experimental bloqueia o Google Analytics no próprio site da Mozilla.
Bloquear todas as requisições para rastreadores conhecidos, não apenas cookies, e então publicar a economia no carregamento de páginas como prova revisada por pares
Mediu sites reais em vez de um laboratório: refazer a avaliação nas principais páginas de notícias mostrou carregamentos 44% mais rápidos, superior à palestra anterior, porque as páginas de notícias são densas em requisições de terceiros
O recurso bloqueava requisições inteiras para domínios de rastreamento em vez de cookies, e é isso que tornou o ganho de velocidade visível e a proteção de privacidade real
Um prêmio de melhor artigo revisado por pares deu ao número credibilidade institucional, de modo que não pôde ser descartado como marketing da Mozilla
Reenquadrou um produto sob ataque como valor do lado do usuário: em vez de pedir que os editores abrissem mão da receita de anúncios, mostrou em segundos o que os rastreadores custam aos leitores
Um custo medido e externalizado converte uma disputa de valores em um trade-off de engenharia: bloquear requisições inteiras para rastreadores, não cookies, e deixar o número argumentar a favor do recurso.
O post foi o último artefato do trabalho de Chew na Mozilla: ela havia saído no início de abril de 2015 e usou o prêmio para argumentar que o Firefox deve agir como um agente do usuário, e não como um agente da indústria. O lançamento no Hacker News atraiu 491 pontos e 288 comentários em 23 de maio de 2015, com a discussão centrada em se bloquear rastreadores ajuda os usuários ou prejudica a web financiada por anúncios. O blog não relata data de envio como padrão; o que ele deixou foi um número citável e medido que reenquadrou o bloqueio de rastreadores como engenharia de desempenho.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS
As fontes
- Tracking Protection for Firefox at Web 2.0 Security and Privacy 2015 Monica Chew (blog) · monica-at-mozilla.blogspot.com ·
- Firefox tracking protection decreases page load time by 44% (Hacker News discussion) Hacker News · news.ycombinator.com ·