Uma grande varejista europeia de bricolagem abastecia lojas a partir de vários depósitos por meio de prestadores de serviços logísticos. A lógica padrão de roteirização tratava a distância como o principal custo, mas a fatura real de frete usava tarifas não lineares por zona e descontos por volume.
A equipe de pesquisa construiu uma ferramenta de apoio à decisão para esse problema mais rico. Ela considerava dois modos de entrega: rotas propostas pela varejista e aceitas pelas transportadoras sob regras de duração e desvio, ou embarques individuais entregues a transportadoras comuns.
A ferramenta usou um algoritmo de partição de conjuntos com três componentes sobre rotas viáveis. O IDEAS registra que ela resolveu de forma ótima instâncias diárias com até 150 lojas e reduziu o custo de transporte em média 8%, o equivalente a mais de EUR 1 milhão por ano.
A invenção foi parar de fingir que o mapa era a fatura. O plano de rotas tornou-se mais inteligente quando a própria tarifa passou a fazer parte da otimização.
Otimizar a fatura, não os quilômetros
O modelo correspondia à cobrança real por zonas da transportadora, em vez de um custo simplificado por distância.
Ele comparava rotas propostas com opções de embarque por transportadoras comuns em uma única decisão.
O planejamento exato tornou a distribuição diária mais estruturada sem exigir que a varejista possuísse a frota.
Quando a tabela de preços é não linear, o software de rota mais curta pode estar sistematicamente errado; modele como a transportadora realmente cobra.
O caso foi publicado no INFORMS Journal on Applied Analytics em 2024. Embora a varejista não seja nomeada, o padrão é amplo para a distribuição a lojas: quando os contratos de frete contêm zonas e descontos, a otimização de rotas precisa entender o contrato.
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As fontes
- Optimal Transportation Planning for a Do-It-Yourself Retailer with a Zone-Based Tariff IDEAS/RePEc · ideas.repec.org