Quando o meio-campista espanhol Pedri corre pelo campo na Copa do Mundo de 2026, micropilares no tecido Nanostrike+ de suas chuteiras adidas Predator o ajudam a controlar a bola. A tecnologia veio de Bill King, professor de engenharia mecânica na Universidade de Illinois Urbana-Champaign, que passou duas décadas trabalhando em microestruturas inspiradas em insetos: na pata de um inseto, milhares de espinhos minúsculos chamados tarso se agarram a uma planta enquanto o bicho caminha, deixando a planta intacta.
O truque é que a superfície se comporta como um interruptor sem nenhum mecanismo. Driblar com baixa pressão produz um nível baixo de aderência; chutar a bola ativa a aderência das microestruturas, de modo que a mesma chuteira é escorregadia quando leve e aderente quando forte, e permanece assim na chuva, no sol ou na lama.
O laboratório de King não começou com futebol. O trabalho começou para eletrônicos, fabricação e dispositivos micromecânicos, com projetos para o Departamento de Defesa e microestruturas dentro de motores e bombas para o Departamento de Energia. O que empolgava King era fabricar as microestruturas em escala enorme e levá-las a produtos de consumo — e foi assim que a ciência de superfícies ligada à defesa acabou em uma chuteira de Copa do Mundo. Não há números de vendas ou de desempenho no material.
Fazer da própria superfície o interruptor: milhares de micropilares dão aderência quase nula sob baixa pressão e travam a aderência no instante em que o jogador chuta a bola.
A ativação passiva por pressão significa que não há ajuste pelo jogador: a física decide quando a aderência entra em ação.
A aderência consistente em condições molhadas e lamacentas vem da geometria da superfície, e não de revestimentos que se desgastam.
A origem biomimética deu ao projeto duas décadas de validação com financiamento governamental antes de ele encontrar uma fábrica de produtos de consumo.
Tomar emprestados mecanismos de corpos que resolveram o problema ao longo de milhões de anos — o tarso de um inseto se agarra a uma planta sem danificá-la — e deixar que a ação do usuário faça a comutação.
As chuteiras chegaram ao campo nos pés de jogadores como Pedri na Copa do Mundo de 2026. A mesma pesquisa de microestruturas continua remontando a eletrônicos, motores e bombas; nenhum resultado de desempenho ou de vendas está registrado no material.
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As fontes
- A material in Spanish World Cup star Pedri's cleats could also repair your colon Fast Company · fastcompany.com ·