As máquinas de sorvete soft do McDonald's são notoriamente propensas a quebrar e, em 2020, os clientes não tinham como saber que uma máquina estava fora do ar sem dirigir até a loja. Naquele outubro, o engenheiro de software radicado na Alemanha Rashiq Zahid lançou o McBroken, um mapa que colore cada McDonald's dos EUA de verde ou vermelho conforme a máquina de sorvete funcione ou não. Seu método: fazer engenharia reversa da API interna de pedidos da rede e tentar adicionar um McSundae a um carrinho em cada unidade. Se o app aceita o item, a máquina está funcionando; se recusa, está quebrada.

A sondagem precisou de ajustes. Consultar a cada minuto fazia o app identificá-lo como bot e cortar o acesso; adicionar um McSundae a cada 30 minutos mantém o mapa atualizado e passa nos critérios do app para detectar humanos. Zahid começou pelas unidades do McDonald's na Alemanha, pedalando entre lojas de Berlim para conferir os dados do McBroken com a realidade, e só então expandiu para os EUA. O quadro que ele pintou era direto: pouco menos de 10 por cento das máquinas dos EUA quebradas no país inteiro no momento da redação, quase 24 por cento na cidade de Nova York, cerca de 20 por cento em Seattle e aproximadamente 14 por cento na região de Washington, DC.

Uma tentativa anterior, o app de Raina McLeod de 2017 criado depois de um desejo não atendido de McFlurry, dependia de relatos colaborativos e era tão bom quanto seus usuários; consultar diretamente a fonte de pedidos tornou os dados do McBroken mais precisos e mais atuais. O McDonald's não combateu o projeto — o executivo de comunicação e relações governamentais David Tovar agradeceu Zahid publicamente, chamando-o de verdadeiro fã e admitindo que a rede tinha 'oportunidades' em doces — e o Business Insider relatou que franqueados buscavam soluções próprias.

Não dependa de relatos colaborativos de indisponibilidade — sonde a API de pedidos. Se o app permite adicionar um sorvete ao carrinho, a máquina funciona; se recusa, está quebrada.

O app de pedidos é, na prática, uma API de status das máquinas: a lógica do carrinho já sabe quais unidades não conseguem servir sorvete.

Um carrinho sintético não custa nada e está sempre atualizado, ao contrário dos relatos colaborativos, que se degradam conforme a atenção dos usuários diminui.

A cadência de 30 minutos foi o ponto de virada — rápida o bastante para manter a atualidade, lenta o bastante para parecer humana ao app.

O mapa expõe sem acusar: ele simplesmente declara o que o app de pedidos já implica sobre cada loja.

Quando uma empresa não publica dados de status, sua própria interface de transação ainda os vaza. Uma sondagem bem escolhida que falha exatamente quando a coisa está quebrada vale mais do que um exército de repórteres humanos.

O McDonald's nunca agiu contra o bot: David Tovar elogiou o esforço publicamente ('Só um verdadeiro fã do McDonald's iria a esses extremos') e reconheceu que a empresa tinha oportunidades de satisfazer mais clientes em doces. O Business Insider relatou no mesmo mês que franqueados estavam tomando a questão nas próprias mãos e buscando soluções para manter as máquinas funcionando com mais frequência.

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As fontes

  1. Bot orders $18,752 of McSundaes every 30 min. to find if machines are working Ars Technica · arstechnica.com ·