A comunidade do Multiple Arcade Machine Emulator preserva milhares de jogos de arcade em centenas de chipsets — mas o código de DRM em alguns chips impedia a cópia dos arquivos ROM, deixando esses títulos sem dump. A solução alternativa é direta e brilhante: decapar o chip. Remover a tampa com ácido nítrico e acetona expõe o circuito; alguns chips então se rendem a uma soldagem rápida, enquanto as Mask ROMs não regraváveis podem ser lidas visualmente, com seus 0s e 1s à vista sob ampliação.
Uma onda anterior de decapagem financiada por crowdfunding extraiu chips de Bubble Bobble, Galaga, Arkanoid e Street Fighter EX antes de ruir em 2015 em meio a alegações de que um membro-chave havia desaparecido com dezenas de chips raros. O projeto Caps0ff assumiu o manto, arrecadando dinheiro para comprar e decapar centenas de chips sem dump e publicando análises detalhadas de Bad Dudes, Mortal Kombat 4 e shooters da Toaplan.
Para os chips fabricados pela Fujitsu em Virtua Racing, da Sega, a visão computacional não conseguia extrair os dados de forma confiável, então o Caps0ff criou uma ferramenta de transcrição colaborativa: voluntários leem 1s e 0s a partir de ampliações em grade do die. O primeiro chip foi totalmente transcrito por 88 voluntários em cerca de 15 horas.
Se o chip não entrega seus bits eletricamente, tire a tampa: decape o encapsulamento com ácido e leia os 0s e 1s brutos da Mask ROM opticamente.
O DRM derrotou a extração elétrica, mas os dados ainda existem fisicamente como características visíveis do silício.
A decapagem com ácido é cara e lenta, então o custo foi socializado por meio de crowdfunding.
Os bits da Mask ROM podem ser lidos opticamente, transformando um problema de hacking em um problema de transcrição.
Os olhos humanos superaram os algoritmos de visão computacional da equipe — 88 voluntários concluíram um chip em 15 horas.
A preservação vence a proteção quando o meio é físico: qualquer segredo armazenado em silício puro pode, eventualmente, ser lido por olhos pacientes e ácido.
O Caps0ff continuou decapando centenas de chips com melhorias de ferramentas prometidas para transcrições futuras. O esforço ecoa a cena de preservação do Apple II — e demonstra que nenhum esquema de DRM sobrevive a um grupo dedicado de fãs com consciência histórica e tempo suficiente.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS
As fontes
- MAME devs are cracking open arcade chips to get around DRM Ars Technica · arstechnica.com ·