A sukui, marca de vestuário médico sustentável de Iizuka, cidade de Fukuoka, fabrica scrubs hospitalares cujas etiquetas trazem mais do que instruções de cuidado: um QR code abre um passaporte digital de produto (DPP) que lista o CO2 emitido na confecção daquela peça e o CO2 absorvido pelo cânhamo durante seu cultivo. Uma blusa de scrub 100% cânhamo, por exemplo, registra 6,15 kg de emissões contra 12,49 kg absorvidos — o material sequestra mais carbono do que sua produção libera.

A marca pertence à Working Hasegawa Co., fabricante de roupas de trabalho fundada em Fukuoka em 1978. A integridade dos números depende da Chaintope, empresa de blockchain também sediada em Iizuka, cuja tecnologia torna os registros extremamente difíceis de alterar depois de gravados. O projeto contou com subsídios da Província de Fukuoka e da Cidade de Iizuka por meio de colaboração entre indústria, academia e governo — uma parceria entre duas empresas de uma cidade pequena, e não um programa de Tóquio ou do Vale do Silício.

A transparência era o objetivo: numa era em que alegações de "somos ecológicos" despertam suspeitas de greenwashing, a sukui mostra a evidência por unidade, à frente da exigência faseada de DPP para roupas da União Europeia, prevista para 2027. A abordagem conquistou o Good Design Award 2025 no Japão e, depois, o iF DESIGN AWARD 2026 e o Green Product Award 2026 na Alemanha — uma tríplice coroa internacional que, segundo o presidente Shinichi Hasegawa, impulsionaria a marca a buscar reconhecimento global.

Imprimir um QR code em cada scrub que abre um registro de carbono resistente a adulteração: 6,15 kg de CO2 emitidos para fabricá-lo, 12,49 kg absorvidos pelo cânhamo do qual ele cresceu.

O greenwashing tornou inúteis as alegações ecológicas não verificadas; a evidência por peça é mais difícil de falsificar do que um certificado no nível da marca.

O cânhamo dá ao registro uma história positiva para contar: a cultura absorve mais CO2 do que a produção da peça emite.

A ancoragem em blockchain fecha o ciclo de credibilidade — os números resistem a auditorias porque não podem ser reescritos em silêncio.

A União Europeia exigirá passaportes digitais de produto para roupas a partir de 2027, então a conformidade antecipada também funciona como diferenciação de produto.

Duas empresas de Iizuka — uma fabricante de roupas de trabalho e uma empresa de blockchain — puderam se unir localmente com subsídios da província e da cidade.

As alegações de sustentabilidade se tornam críveis quando são entregues como evidência: dados por unidade, ancorados onde não podem ser editados, superam qualquer certificado ou slogan.

Até outubro de 2026, a sukui havia recebido o Good Design Award 2025 (Japão), o iF DESIGN AWARD 2026 e o Green Product Award 2026 (Alemanha) — três reconhecimentos internacionais atribuídos tanto ao mecanismo de DPP quanto ao design. O presidente Shinichi Hasegawa disse que o prêmio nacional incentivou a empresa a buscar reconhecimento global, que os dois prêmios alemães então proporcionaram.

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As fontes

  1. 飯塚発の医療ウェア「sukui」が国際3冠。CO2まで見える服の新常識 TABI LABO · tabi-labo.com ·