No início dos anos 1990, o telnet, o rlogin e o FTP transmitiam senhas e dados em texto claro, de modo que qualquer pessoa no caminho podia lê-los.

Em 1995, o desenvolvedor finlandês Tatu Ylonen criou o Secure Shell para substituí-los por um único protocolo que criptografava toda a sessão e autenticava o host com chaves.

Ylonen disponibilizou a implementação gratuitamente; o OpenSSH, uma reimplementação livre, foi incluído em todos os principais sistemas Unix e Linux, e o protocolo tornou-se a forma de acessar um servidor.

Um único canal criptografado substituiu o telnet e o rlogin

Ele criptografava toda a sessão, incluindo a senha, de modo que nada no caminho podia ser lido.

Um único protocolo abrangia shell remoto, cópia de arquivos e tunelamento, então uma equipe substituía várias ferramentas inseguras de uma só vez.

Ylonen disponibilizou o código gratuitamente e o OpenSSH o tornou livre em todos os sistemas Unix, de modo que a adoção não exigia compra.

A autenticação por chave pública permitia que um cliente confiasse na identidade de um host em vez de confiar em uma senha compartilhada a cada vez.

Um padrão de segurança vence não por ser o mais avançado, mas por ser a coisa mais simples que torna o padrão inseguro impensável.

O OpenSSH tornou-se o padrão incluído em todos os principais sistemas Unix e Linux, e o SSH é agora a forma padrão de gerenciar servidores e de tunelar tráfego; o telnet, o rlogin e o FTP ficaram reduzidos a ferramentas legadas.

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As fontes

  1. RFC 4251: The Secure Shell (SSH) Protocol Architecture IETF / RFC Editor · rfc-editor.org
  2. Tatu Ylonen — inventor of the Secure Shell (SSH) protocol USENIX LISA 2013 · usenix.org