Dan Goodin, do Ars Technica, relatou que a Cloudflare, a Apple e a rede de distribuição de conteúdo Fastly apresentaram o Oblivious DNS over HTTPS (ODoH), uma mudança no sistema de nomes de domínio destinada a impedir que provedores e bisbilhoteiros vejam quais endereços os usuários visitam. O DNS over HTTPS e o DNS over TLS já criptografam as consultas, mas um pequeno grupo de provedores ainda pode registrar o uso da Internet de potencialmente bilhões de pessoas. Como o provedor vê tanto a consulta quanto o endereço IP do computador que a faz, ele ainda pode montar perfis abrangentes.
O ODoH coloca um proxy de rede entre os usuários e o resolvedor de DNS. O cliente criptografa sua consulta para o resolvedor de destino usando HPKE, com a chave pública do destino obtida por meio do DNS. O proxy encaminha a consulta criptografada e não consegue lê-la. O destino a descriptografa, responde e criptografa a resposta, que retorna pelo proxy. Somente o usuário tem acesso tanto à requisição quanto ao endereço IP que a enviou.
A Cloudflare relatou que, em um estudo, a sobrecarga extra do ODoH em relação a uma consulta DoH com proxy foi inferior a 1 milissegundo no percentil 99. As empresas trabalharam com a Internet Engineering Task Force em busca de um padrão do setor.
Criptografar a consulta para o resolvedor e retransmiti-la por meio de um proxy, de modo que nenhuma parte isolada detenha ao mesmo tempo os sites que um usuário visita e quem ele é.
O DoH e o DoT protegem contra bisbilhoteiros na rede, mas não contra o próprio resolvedor.
Poucos provedores oferecem DNS criptografado, o que concentra neles o risco à privacidade.
Um proxy que não consegue descriptografar e um resolvedor que não consegue ver o endereço do cliente mantêm os dois fatos separados.
As mensagens permanecem criptografadas de ponta a ponta, embora atravessem duas conexões HTTPS separadas.
Se não se pode confiar a uma única parte dois fatos vinculados, divida os fatos entre duas partes, de modo que nenhuma delas consiga juntá-los.
O Ars descreveu o ODoH como um trabalho em andamento no final de 2020: os custos de desempenho do proxy e da criptografia ainda estavam sendo medidos, o Firefox e outros haviam demonstrado interesse, e Google e Microsoft estavam ausentes. O veículo afirmou que a ausência desses players sugeria que o protocolo tinha um longo caminho a percorrer.
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As fontes
- Cloudflare, Apple, and others back a new way to make the Internet more private Ars Technica · arstechnica.com